sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

De um dia pro outro.


De um dia para o outro, nosso sonho virou um pesadelo. E assim posso resumir o que aconteceu comigo e com o Rafa logo após comprarmos nossa tão sonhada casa própria.

Do começo. Em maio de 2013 compramos nosso AP. Sonhávamos com uma casa, grande, com área de festas, espaço para piscina, uma sala comercial na frente para a firma. Mas, o AP coube no nosso bolso pequeno. Com ajuda para o valor da entrada, assinamos contrato, tudo certo.

No mesmo momento começamos a procurar marcenarias e empresas de sob medida para planejar os móveis. O apartamento não é tão pequeno, mesmo assim um dos quartos funciona como escritório da empresa, então pensamos em projetar tudo para ganhar espaço e funcionalidade, embora eu goste mesmo é de móveis antigos com cara de casa de vó (fogão à lenha é nosso sonho de consumo!).

Em julho fechamos o contrato da cozinha. No mesmo mês recebemos as chaves do apartamento. Em agosto fechamos o projeto dos demais cômodos. Estávamos realizados! Escritório, suíte, tudo como sonhávamos. Mudamos dia 01 de setembro e desde então estamos acampados no apartamento, utilizando a pia da churrasqueira - bem longe do fogão, que fica na cozinha, sem banheiro social e o escritório... bom, uma bagunça. O equipamento da produtora, caixas, documentos, tudo meio largado em um quarto onde trabalhamos, em mesas improvisadas.

Vivemos assim até os primeiros dias de 2014, esperando para a semana a montagem de tudo, o que colocaria fim na bagunça. Mas o ano novo chegou com uma notícia desesperadora.

A Marcenaria LS havia sido vendida em outubro e a nova proprietária alegava não ter condições de honrar os contratos. Muita gente foi lesada. Eu e o Rafa financiamos todos os móveis no Cartão Construcard, da Caixa Econômica Federal, porque foi a única forma de termos o apartamento montado, ideal para receber os amigos E OS CLIENTES, em uma parcela compatível com a nossa possibilidade financeira. Resumo da ópera: pagaremos para a Caixa por anos, mas não recebemos NADA. Não vou entrar em detalhes do que podemos fazer judicialmente para recuperar o prejuízo.

O mote aqui é como, de um dia pro outro, precisamos começar de novo a estruturar e pagar pelo básico e, ao mesmo tempo, dar aquela cara de "casa da gente" ao nosso apartamento. Eu, com talento zero, mas muita inspiração na internet, vou tentar fazer esta última parte. Aguardando as cenas dos próximos capítulos.