De um dia para o outro, nosso sonho virou um pesadelo. E
assim posso resumir o que aconteceu comigo e com o Rafa logo após comprarmos
nossa tão sonhada casa própria.
Do começo. Em maio de 2013 compramos nosso AP. Sonhávamos
com uma casa, grande, com área de festas, espaço para piscina, uma sala comercial
na frente para a firma. Mas, o AP coube no nosso bolso pequeno. Com ajuda para
o valor da entrada, assinamos contrato, tudo certo.
No mesmo momento começamos a procurar marcenarias e empresas
de sob medida para planejar os móveis. O apartamento não é tão pequeno, mesmo
assim um dos quartos funciona como escritório da empresa, então pensamos em
projetar tudo para ganhar espaço e funcionalidade, embora eu goste mesmo é de
móveis antigos com cara de casa de vó (fogão à lenha é nosso sonho de
consumo!).
Em julho fechamos o contrato da cozinha. No mesmo mês
recebemos as chaves do apartamento. Em agosto fechamos o projeto dos demais
cômodos. Estávamos realizados! Escritório, suíte, tudo como sonhávamos. Mudamos
dia 01 de setembro e desde então estamos acampados no apartamento, utilizando a
pia da churrasqueira - bem longe do fogão, que fica na cozinha, sem banheiro
social e o escritório... bom, uma bagunça. O equipamento da produtora, caixas,
documentos, tudo meio largado em um quarto onde trabalhamos, em mesas
improvisadas.
Vivemos assim até os primeiros dias de 2014, esperando para
a semana a montagem de tudo, o que colocaria fim na bagunça. Mas o ano novo
chegou com uma notícia desesperadora.
A Marcenaria LS havia sido vendida em outubro e a nova
proprietária alegava não ter condições de honrar os contratos. Muita gente foi
lesada. Eu e o Rafa financiamos todos os móveis no Cartão Construcard, da Caixa
Econômica Federal, porque foi a única forma de termos o apartamento montado,
ideal para receber os amigos E OS CLIENTES, em uma parcela compatível com a
nossa possibilidade financeira. Resumo da ópera: pagaremos para a Caixa por
anos, mas não recebemos NADA. Não vou entrar em detalhes do que podemos fazer
judicialmente para recuperar o prejuízo.
O mote aqui é como, de um dia pro outro, precisamos começar de novo a estruturar e pagar pelo básico e, ao mesmo tempo, dar aquela cara de "casa da gente" ao nosso apartamento. Eu, com talento zero, mas muita inspiração na internet, vou tentar fazer esta última parte. Aguardando as cenas dos próximos capítulos.
O mote aqui é como, de um dia pro outro, precisamos começar de novo a estruturar e pagar pelo básico e, ao mesmo tempo, dar aquela cara de "casa da gente" ao nosso apartamento. Eu, com talento zero, mas muita inspiração na internet, vou tentar fazer esta última parte. Aguardando as cenas dos próximos capítulos.